Lygia Fagundes Telles ou a inventora de memorias .
Com seu jeito doce misteriosa misturando sonhos com realidade , era uma forma dela expressar seus sentimentos . A escritora dos anos de 1960/70, se faz necessária, porque o momento político do Brasil, naquele período, promoveu novas formas de criação literária que, no mesmo instante em que escondiam nos subterrâneos da escrita a crise social ─ que se propagava rapidamente ─, revelavam, por meio de metáforas bem trabalhadas, as várias formas de tortura sofridas pelo Povo brasileiro à época da Ditadura. A liberdade de imprensa, a liberdade criativa, todos os meios de comunicação estavam sob suspeita, e, assim, não era permitido ao escritor ─ homem ou mulher ─ externar a realidade deprimente de um país que sofria a mais terrível forma de ditadura: a militar.Uma década complicada Lygia se escondia atrás de seus personagens era uma forma dela se proteger e não deixar se abalar naquela época tão complicada, Lygia era uma garota de coração quente jeito misterioso , tinha um jeito único , se misturando com suas fantasias, lembranças, passados Lygia nunca se importou com o que diziam dela .
“Escrevi que toda minha vida convergia para ele e que era só dele que iria se irradiar de hoje em diante. Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros.”
Lygia Fagundes Telles


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